E de novo chegas, toma meu corpo e meu espÃrito
Regenera minha carne enegrecida pela podridão
Meu sangue volta a correr pelas veias antes petrificadas
Abres a boca para libertar teus vermes e os expele sobre mim
Outra vez me completo com aquilo que não queres mais
Bebo da sua fonte, vÃcio maldito que permeia minha pele
Sinto tua essência a invadir meus poros
Transpiro sangue, transpiro escárnio
A vida me acaricia o peito novamente
Sopro o hálito putrefato sobre tua face
Inspiras meu bafo e entrega-se ao mórbido sorriso
De me ver respirando a morte
Mas cruel como tu és, me tira o alÃvio de imediato
Mais uma vez penetra minha carne com a estaca
Me paralisa diante de teu eminente beijo
Não me deixa sentir teu gosto fúnebre que tanto amo
Sórdida, mórbida, sem escrúpulos, vais embora
Fico a te esperar mais uma vez, pois não tenho escolha
Segundos de prazer... É o que tens para mim
É o que quero de ti
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