Morte Não Autorizada
Eu broto da morte desgarrada
Daquela que fugiu ao destino
Suprema em sua dor
Alívio dos malditos
Morte pagã, sem direito a redenção
Que corta os pulsos da vida sofrida
Injusta ou justa conforme a lágrima
Mas ainda sim, desgarrada
Sem ordem de ser
Sem vínculo com Deus
Morte estúpida e maldita
Alimenta a obscuridade
Traça as linhas da escuridão
Eu nasço da linha de fogo
Da pólvora queimada
Do rastro de ódio e lágrima chorada
Da vida não me faço
Apenas me alimento
Da dor eu não gosto
E contra todos eu teimo
Morro e mato sem querer, sem poder
Eu vim da morte que não era pra ser
Para te livrar da injusta sina de viver
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