Sou eu quem conduz a tua mão
Quem cospe na lâmina da faca
E revira as tripas do executado
Sou eu quem faz o sangue escorrer
Quem faz a vida secar
E traz a morte para beber
Teu corpo é meu tabuleiro
Jogo com teus passos
E conduzo teus pensamentos
Quando vais para a cadeia
Delicio-me com tua revolta
E torço para que apodreças
Não me faltarão jogos
Não me faltarão peças
E nem preciso de motivos
És apenas um brinquedo
A sociedade te chama de verme
Eu te chamo de alimento
E quando tu secares
Estarei ao seu lado
Para levar o que é meu
Mas não tenha pressa
Sofra bastante, revolte-se
Quero toda essa energia
Mate mais um na cadeia
Fuja dos crentes
Odeio falsos arrependidos
Seja aquilo que te tornei
Para que volte para mim
E me alimente enfim
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