Paguei pelo jornal, dobrei e o coloquei debaixo do braço. Parei antes de atravessar, olhei para a direita. Um caminhão de lixo vinha descendo a rua. Esperei. O celular tocou. Atendi. Me distrai...
Achei que o caminhão já tinha passado. Segurando o celular com uma das mãos, enquanto a outra segurava o jornal debaixo do braço, atravessei.
No chão, o celular partido ao meio. O corpo idem. As tripas... O sangue... Não sei se vão usar o próprio caminhão de lixo para auxiliar na limpeza, mas o meu jornal eles usaram para cobrir as partes do meu corpo. E no jornal de amanhã serei notÃcia.
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