Ensinando Respeito (miniconto)
Me deixar jogado aqui nesse canto mofado, amarrado nessa camisa de força não vai mudar nada do que eu fiz. E não vai mudar nada que aquela vagabunda fez. Não me arrependo de absolutamente nada. Depois de toda a minha vida dedicada a ela, depois de tudo que sacrifiquei por ela, me golpear daquela forma? Não... Não me arrependo mesmo. Com ela, o que eu fiz foi pouco. Ela sofreu pouco, antes de morrer. Pena que o ácido era pouco e mal deu pra queimar seus seios. – gargalhadas – Arrancar suas unhas foi interessante, mas nada se compara ao branquinho da carne se abrindo e logo em seguida sendo coberta por sangue, em cada pedacinho que eu cortei. E ele? E ele então? Matar era pouco. Cortar o pau fora era pouco. Eu sou um gênio – gargalhadas – um gênio. Nunca mais vou me esquecer do pavor em seus olhos, sentado naquela cadeira, sem poder se mexer e tendo que comer cada pedacinho dela – gargalhadas – cada pedacinho daquela vaca. Acho que agora meu filho aprendeu a me respeitar. Nunca mais vai comer outra mulher minha.
* Miniconto publicado no Terrorzine nº 2
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