De Conchinha (miniconto)
Todas as noites ela se virava de costas e encaixava seu corpo nu contra o dele. Por sua vez, ele trançava suas pernas nas dela e a abraçava suavemente, repousando sua mão esquerda sobre os seios. Os corpos ficavam completamente colados e ela sempre retribuía o carinho com sorrisos e uma reboladinha, fazendo-o ficar um pouco excitado.
Mas uma coisa o incomodava muito. Sentia o calor da própria respiração batendo na nuca de sua mulher e voltando em seu rosto. Tentava mexer a cabeça, mas encontrava os longos cabelos jogados sobre o travesseiro e isso fazia seu nariz coçar.
Certa noite ele trouxe-lhe flores e preparou o jantar. Dançaram, fizeram amor na sala e foram dormir. Na manhã seguinte ele acordou revigorado. Dormira muito bem. Ainda estavam “de conchinha”. Beijou as costas de sua amada, deu-lhe um tapinha no bumbum, como sempre fazia e se levantou para ir ao banheiro.
Ao passar pela porta tropeçou em algo. Resmungou alguma coisa, segurou-a pelos cabelos, deu-lhe um selinho e colocou a cabeça que trazia nas mãos, novamente sobre o pescoço dela, junto ao corpo, na cama.
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