Entrevista para Eric Novello (Fantastik)
Por ocasião do lançamento do e-book Empadas e Mortes, o site Fantastik de Eric Novello, fez uma série de três posts com o autor M. D. Amado. No primeiro dia uma mini entrevista falando sobre o e-book. No segundo dia, o assunto foi Trilha Sonora, ou seja, o que o autor escuta quando está criando seus textos. E para encerrar, M. D. Amado fala sobre a capa do e-book.
Tem contos desde quando comecei a escrever em 2004, como é o caso do “Chovia muito naquela noite”, que foi o meu primeiro conto, até contos bem recentes e inéditos em outras publicações. Incluindo-se aí dois contos que foram recusados recentemente para duas coletâneas: “O Desertor” e “Fantoches”. Quanto a seleção, foi bem pessoal mesmo. Peguei os que gosto mais (exceto os que estão reservados para um futuro livro em papel), sendo que alguns destes tiveram boa repercursão quando publicados no meu site ou em blogs, zines e listas de discussão, como foi o caso de “Mortos não comem empadas” e “Eu vejo gatos mortos”. No início a idéia era colocar apenas dez contos, mas não consegui resistir. E ainda quase coloquei alguns minicontos publicados no Terrorzine, mas isso fica para um próximo e-book.
Eric Novello: O título me dá a idéia de terrir, aquela mistura gostosa de terror com humor. É por aí?
Não exatamente todo o e-book. Alguns contos tem sim um pouco de humor negro e muita ironia, mas outros nem passam perto disso. A idéia do nome veio do conto “Mortos não comem empadas” e essa frase “Empadas e Mortes” eu usei em um poema que falava sobre esse pretenso escritor que vos escreve e suas insanas escritas, onde eu defino que sou “empadas e mortes”, pois gosto de escrever essa mistura de estilos. Não me prendo a uma só forma literária. Outro nome cotado foi “Puta que pariu!”, nome de um dos contos selecionados para o e-book, mas achei que isso ia espantar mais do que despertar a curiosidade, pois infelizmente a hipocrisia ainda impera por aí.
Eric Novello: Como é lançar um e-book? Acha que os e-books já têm o espaço que merecem?
Cara, vou ser sincero: Não faço a mínima idéia! Estou testando. Queria divulgar meu trabalho e como ainda não tenho como publicar meu livro solo, foi o que me veio em mente. Estou arriscando e vamos ver o que vai dar. O número de downloads está até acima do que eu esperava e as visualizações do book trailer também. Tenho contado com amigos e fãs que estão ajudando muito na divulgação. Alguns comentários que recebo no site, por email ou mesmo por msn e orkut são bem animadores. Mas tenho ciência de que muita gente não curte ler no computador e com isso perco um pouco de público. Mas também ganho pelo lado da gratuidade. Acho que por enquanto está valendo a pena.
Eric Novello: Outros projetos em mente? Mais e-books podem vir por aí?
Tenho algumas idéias arquivadas por aqui. Contos, romances e e-books também. Mas ainda não defini quando seria a melhor hora de lançar outro e-book. Se antes ou depois de publicar um livro solo de contos (que já está praticamente terminado). Por enquanto, de confirmado mesmo, tem a participação nas antologias: Metamorfose, a fúria dos lobisomens e em um novo projeto a ser lançado por esses dias, chamado Zumbis, quem disse que eles estão mortos?, onde apareço como convidado especial. Ambas são organizadas pelo Ademir Pascale. Paralelamente, estou tentando ser selecionado para outras duas antologias.
TRILHA SONORA
Eric Novello: Convidado para falar qual seria a Trilha Sonora do livro Empadas e Mortes, M.D. Amado pegou sua guitarra e mandou ver. Eu voto no The 69 Eyes como ótima trilha sonora, mas vamos ver o que ele falou:
Meu gosto musical é bem eclético e as fases de inspiração também mudam bastante. Na época do primeiro conto publicado em livro (O Fotógrafo, no livro Necrópole 2) eu me inspirei em músicas do Creedence, tanto que uma delas é citada no conto (Midnight Special). Algumas vezes escuto clássicos ou rock mais pesado. Extremos que ajudam bastante dependendo do clima do conto ou poema. Claro que nem sempre fico escutando música para poder escrever e muitos foram feitos sem sequer pensar em música. Mas ultimamente tenho escutado Black Label Society, Apocalyptica e umas bandas que eu ainda não conhecia e me foram apresentadas pela Rosana Raven, como The 69 eyes e Seraphim Shock. Alguns contos do Empadas foram pelo menos revisados ao som dessas bandas. E o conto “Tábuas e potes de vidro” foi criado enquanto ouvia “Black Label Society” no talo e as três músicas que eu ouvia foram inseridas no texto enquanto eu as ouvia.
Eric Novello: M. D. Amado comenta a capa de Empadas e Morte, seu e-book de contos.
Bom… Eu realmente espero que aquela imagem da capa não tenha direitos autorais (risos)… Pelo menos no site onde peguei dizia que não, mas vai saber né? De qualquer forma, fiz uns efeitos e usei apenas parte da original. Cheguei nessa capa depois de algumas tentativas frustradas. Achei que essa tinha mais a ver (depois de umas dicas do Rober) porque remetia aos contos direta ou indiretamente. A mocinha na capa representando os finais inesperados de alguns contos, afinal a imagem que geralmente se tem de assassinos é de sujeitos truculentos. As mãos sujas de sangue, encostando no muro já mostram que tipo de coisa você vai encontrar nas escritas. Sangue… Em boa quantidade, sem exageros. A marca da mão também acompanha a diagramação das páginas. E o muro… Bem, o muro não representa porcaria nenhuma.
Para chegar na fonte mais adequada, perturbei um pouco o Rober Pinheiro e a R. Raven também (risos). Acho que deu pra fazer algo que chamasse a atenção e que ao mesmo tempo desse um “aviso” sobre o conteúdo do e-book.
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