Entrevista para Rosana Raven (Ravens House Brasil)
Ravens House Brasil - É um prazer fazer essa entrevista com você e muito obrigada pela oportunidade.
M. D. AMADO: O prazer é meu. Desde o início do Flores do Lado de Cima e do Fun House eu sempre curti o trabalho de vocês e é muito bacana poder aparecer nessas “malditas” páginas (risos). E eu que agradeço pela oportunidade. Pra quem está começando, como eu, é uma excelente ajuda. Mais um canal para divulgar o nosso trabalho.
RHB - Desde quando surgiu esse fascínio por escrever? E quais foram as suas influências?
M. D. AMADO: Não tem muito tempo. Comecei a escrever em 2004, influenciado pelos contos de alguns autores que já publicavam seus contos no Estronho. Aprendi com o Richard Diegues, Camila Fernandes, Gian, Rita Maria Félix e outros amigos que fiz desde aquela época. Arrisquei um primeiro conto e recebi o incentivo daqueles de quem eu era fã. Daí em diante fui arriscando cada vez mais (risos). Quanto a uma influência mais marcante, eu poderia dizer que foi de um escritor fora do universo de terror e fantasia: Ken Follett. Quando li “Pilares da Terra”, me encantei com as descrições que ele fazia no livro. Ficava fácil imaginar as cenas e os lugares. Um pouco da mania de detalhar as coisas vem dele.
RHB - Qual foi na sua opinião o seu melhor conto?
M. D. AMADO: O prazer é meu. Desde o início do Flores do Lado de Cima e do Fun House eu sempre curti o trabalho de vocês e é muito bacana poder aparecer nessas “malditas” páginas (risos). E eu que agradeço pela oportunidade. Pra quem está começando, como eu, é uma excelente ajuda. Mais um canal para divulgar o nosso trabalho.
RHB - Desde quando surgiu esse fascínio por escrever? E quais foram as suas influências?
M. D. AMADO: Não tem muito tempo. Comecei a escrever em 2004, influenciado pelos contos de alguns autores que já publicavam seus contos no Estronho. Aprendi com o Richard Diegues, Camila Fernandes, Gian, Rita Maria Félix e outros amigos que fiz desde aquela época. Arrisquei um primeiro conto e recebi o incentivo daqueles de quem eu era fã. Daí em diante fui arriscando cada vez mais (risos). Quanto a uma influência mais marcante, eu poderia dizer que foi de um escritor fora do universo de terror e fantasia: Ken Follett. Quando li “Pilares da Terra”, me encantei com as descrições que ele fazia no livro. Ficava fácil imaginar as cenas e os lugares. Um pouco da mania de detalhar as coisas vem dele.
RHB - Qual foi na sua opinião o seu melhor conto?
M. D. AMADO: Tenho alguns preferidos. Difícil dizer apenas um. Gosto de “O Inferno não é como você pensa”, “Não fuja mais” – que não é exatamente um conto, mas é bem a minha cara. Gosto de “Ela veio, nua e linda” e alguns outros, inclusive os publicados nas coletâneas das quais participei. Recentemente, brincando com humor negro misturado a terror, veio o conto “Mortos não comem empadas”, que vocês publicaram na edição 6 do Flores. Rendeu muitos comentários e atingiu até mesmo a quem não gosta de terror. Tenho tentado criar mais nessa linha. E tenho escrito algumas coisas fora desse universo também. Tem sido uma ótima experiência. Há um mês venho escrevendo com o pessoal do blog A Arte Não é Minha e a cada semana temos um tema diferente nos desafiando (risos). Nada a ver com o terror, mas eu tento dar uma pitadinha do meu estilo lá também. Não muito que é pra não assustar (risos). E dessa mistura veio também uma parceria com a Natacia Araújo, um poema chamado Súplica (morte e sedução num poema que une dois estilos diferentes de escrita), que pode ser o início de vários outros duetos. Eu recomendo a leitura (risos). Fácil de encontrá-lo no meu site particular.
RHB - De onde veio a idéia do site Estronho? E há quanto tempo o site está no ar?
M. D. AMADO: O site está no ar desde setembro de 1996. E surgiu a partir de uma inusitada notícia no jornal Estado de Minas. A seguinte manchete: “Presidiário japonês suicida engolindo um rolo de papel higiênico” me tirou boas risadas e me deu a ideia de criar um site de notícias e coisas inusitadas. Então vieram também os causos e lendas urbanas e os contos de ficção. Hoje os contos são o ponto mais forte do site e tenho o orgulho de ter textos de excelentes autores nacionais publicados por lá.
RHB - A manutenção do site é feita por você ou tem alguma ajuda?
M. D. AMADO: Não. Só eu mesmo. A colaboração da galera se restringe a enviar os contos ou causos e lendas.
RHB - É sabido por todos que os contos de horror são os "vilões" da literatura você já sofreu alguma represália por algum conto seu?
M. D. AMADO: Não. Pelo contrário. Me abriram algumas portas. Claro que muita gente não gosta, torce o nariz e diz aquele “ficou bom” da boca pra fora pra você não ficar sem graça (risos), mas no geral tem boa aceitação. Inclusive, mesmo escrevendo terror (não somente, mas na maioria das vezes) fui convidado pelas meninas do “A Arte Não É Minha”. Mas por outro lado, no geral, é sabido que no Brasil infelizmente ainda existe muito preconceito quanto ao gênero. Principalmente em relação a autores nacionais.
RHB - Você já participou de alguma coletânea de histórias fantásticas?
M. D. AMADO: Eu participei do Necrópole Vol 2 - Histórias de Fantasmas (Ed. Alaúde), do Paradigmas Vol 1 (Tarja Editorial) e agora também no Draculea, O Livro Secreto dos Vampiros (Allprint) que deverá ser lançado em agosto.
RHB - Quais as suas perspectivas a respeito do seu primeiro livro?
M. D. AMADO: Na verdade eu tenho dois livros praticamente prontos. Um deles é um romance que mistura amor “mela-cueca”, feitiçaria, terror e aventura. O outro é meu livro de contos, que já está com capa pronta e em fase de revisão. Mas não faço a mínima idéia de quando serão lançados (risos). Não tenho editora ainda e talvez tenha que apelar para edição independente. A ansiedade é grande, principalmente em relação ao de contos. Alguns são inéditos e outros, embora tenham sido publicados no Estronho e em outros sites, foram reformulados para o livro.
RHB - Marcelo Amado sobrevive de literatura ou tem outra fonte de renda?
M. D. AMADO: Não vejo essa possibilidade de viver de literatura. Pelo menos não nos próximos muitos anos (risos). Sou analista de sistemas e tenho uma empresa que desenvolve sistemas para drogarias e farmácias com manipulação. Literatura hoje só tem me dado despesas. Infelizmente ainda precisamos pagar para publicar. Mas está valendo. Gosto de escrever e para divulgar os trabalhos tem que ser assim mesmo.
RHB - Você é um fiel seguidor do horror ou já seguiu por outras sendas do universo fantástico?
M. D. AMADO: Não sou um fiel seguidor (ohhhhh... ouve-se um coro: traidor! traidor!). Como disse antes tenho escrito outras coisas, não somente dentro do universo de fantasias, mas também fora dele. Humor, amor, crônicas... Tem sido legal. Mas ainda prefiro o terror, suspense e o sobrenatural. E na leitura também tem sido assim. Procuro ler de tudo, sem preconceitos. Tenho inclusive procurado alguns clássicos da literatura brasileira. Podemos aprender muito com todos os estilos e autores.
RHB - Esteja a vontade para deixar uma mensagem para os novos escritores que pretendem lançar alternativamente seus trabalhos:
M. D. AMADO: Bom, eu vou bater na mesma tecla que venho batendo nos bate papos com amigos, entrevistas e comunidades. Pessoal, cuidado com o estrelismo. Tem gente que publica um livro, chama a família pro lançamento numa livraria e se acha O ESCRITOR. Todos nós temos muito o que aprender. E se isolar como “o foda da turma” não vai ajudar em nada. Infelizmente hoje tem muita gente que só pensa no lado comercial. Ok, tudo bem. Você quer viver como escritor profissionalmente? Tudo certo. Mas para chegar lá, é preciso passar por etapas. Não é valorizando o seu livro em reais que vai fazer de você um puta escritor. A troca entre autores nos faz aprender muito. A doação de livros para sites e críticos podem ajudar na divulgação do seu nome. Todos tem o que acrescentar no estilo do outro. E tem outro detalhe: quem vai decidir se você é ou não escritor são os leitores e não você.
Vamos baixar a bola, nos unirmos e divulgar a literatura fantástica brasileira, porque tem muita gente boa escondida por aí. Muita gente talentosa querendo seu espaço e outros que já estão trilhando seu caminho há um tempo. Individualismo e arrogância nessas horas é ruim pra todos, inclusive para o dono do ego super inflado.
Bom, agradeço mais uma vez pela oportunidade e deixo aqui o endereço do Estronho para que os novos autores usem o espaço que temos lá. Mandem seus contos ou divulguem seus livros. E deixo também o meu site onde vocês poderão ler meus contos e outros textos.
Abraços horripilantes!
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